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Oficina em Lucena

Resíduos de coco possibilita novos produtos artesanais
28/09/2009

Goretti Zenaide


Sandra Moura entrega certificados aos artesãos

 

 

 

 

 

 

O coqueiro é uma das plantas mais úteis do mundo. Conhecida como "a árvore da vida", ela tem um papel importante na vida das pessoas que habitam as regiões tropicais úmidas e, indiscutivelmente, tem tanta importância nos dias de hoje como em tempos passados. Constitui-se na mais importante das culturas perenes possíveis de gerar um sistema auto sustentável de exploração como provam vários países que a cultiva.
Assim, o Governo do Estado, através do Programa de Artesanato Paraibano, da Secretaria do Turismo e Desenvolvimento Econômico, está estimulando na cidade de Lucena o uso também dos resíduos de coco para a fabricação de peças artesanais de qualidade e design através de uma oficina ministrada pela designer e estilista carioca Paula Mendonça e pelo mestre artesão e Top 100 Sebrae, ourives Elson Angelim.
O encerramento da oficina, que contou com o apoio da gerente de economia do Sebrae Rio de Janeiro, Heliana Marinho, aconteceu na última sexta-feira, 25, onde integrantes da Associação Mãos que se Ajuda, na praia de Lucena, no litoral norte paraibano, viveram momentos de muita alegria e esperanças no futuro no encontro conduzido pela presidente de honra do Programa de Artesanato Paraibano, arquiteta Sandra Moura, pela gestora do Programa, Marielza Araújo e pela gestora de artesanato do Sebrae, Verônica Ribeiro.
Os ministrantes da oficina ficaram entusiasmados com o potencial existente no local, onde os artesãos aprenderam a aproveitar os resíduos do coco, em abundância na região, mas que até então só se aproveitava a quenga na produção do conhecido doce “Cocada na Quenga” que tanto sucesso já faz em todo o país. O mestre artesão Elson Angelim ensinou a técnica do corte, do lixamento e do polimento e a designer Paula Mendonça criou o design das peças que se transformaram em colares, pulseiras, jogos americanos, flores, cortinas e o que mais a imaginação dos artesãos puder inventar em acessórios e peças para decoração.
A presidente de Honra do Programa de Artesanato, Sandra Moura, entregou os certificados de participação na oficina e falou a todos os artesãos, estimulando-os a criarem mais para o 11º Salão de Artesanato Paraibano que acontecerá de dezembro a janeiro no Espaço Cultural, cuja homenagem desta edição será a tipologia Fibras. “Os artesãos têm aqui na região material farto e podem perfeitamente, depois desta oficina, criar novas possibilidades na geração de emprego e renda, além de promover a sustentabilidade através do aproveitamento de resíduos do coco para suas peças artesanais”, disse Sandra Moura.
Para Cleide Campoi, presidente da Associação Mãos que se Ajudam, “a oficina trouxe muitos benefícios para os artesãos porque está dando possibilidade de ampliar os trabalhos que até então eram voltados somente para a produção da “Cocada na Quenga” e agora podemos fazer também acessórios com os resíduos do coco”, disse ela.
Os artesãos têm agora até dezembro para preparar novos produtos que serão lançados no 11º Salão de Artesanato Paraibano e até novembro, o Programa pretende trazer novamente a designer Paula Mendonça para mais uma sessão de trabalhos com o objetivo de aperfeiçoar mais ainda as peças trabalhadas que deverão ser sucesso no verão.


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